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Mas um ano se vai…

Para cada um de nós ele teve as suas particularidades. Para alguns foi bom, para outros nem tanto; Muitos encerraram nele algum ciclo em suas vidas, outros iniciaram. Alguns tiveram tristezas, outros alegrias. Alguns tiveram perdas, outros ganhos; Muitos desperdiçaram vida, tempo, energias, e outros aproveitaram. Alguns jogaram fora oportunidades, e outros souberam fazer bom uso delas.

O que você leva daqui para frente, para o próximo ano, é exatamente o resultado do que você fez nesse tempo que passou. Sabendo que tem, uma vez mais, a oportunidade de fazer diferente; A dádiva de poder começar ou recomeçar. Mas não espere que o ano que chega faça isso por você. Não é o ano que tem que mudar, não é o ano que tem que ser diferente, não o ano que tem que ser melhor que o outro que passou, não é o ano que vai resolver o seu problema e eliminar o que foi ruim ou manter o que foi bom. É você! A mudança está em você, o efeito dessa mudança, na sua vida, e o resultado e os frutos, no tempo.

Aprenda com o que passou. Bom ou mal, serviram para lhe ensinar alguma coisa, para lhe ajudar nas próximas escolhas e dizer “vá por aí” ou “não vá por aí”. E cabe somente a você tomar os acontecimentos como aprendizado e fazer a diferença na sua vida.

Abra-se ao novo! Não se lamente ou sofra pelo velho. Aliás, não sofra! Sabemos que a dor é inevitável muitas vezes, mas o sofrimento é opcional. E a força para superar as adversidades, todos nós temos, e tenha certeza, Deus e o Universo estão a nosso favor.

O tempo do que agora é velho ou não tem mais sentido na sua vida, já passou, já foi aproveitado e já lhe trouxe o que tinha para lhe oferecer, e bem ou mal, também já lhe ensinou algo. Mantenha consigo apenas o que lhe faz bem, lhe traz contribuições, experiências, acrescenta, o que ainda tem sentido para você, mas permita-se conhecer o novo, conhecer outras pessoas, fazer novas amizades, conhecer outros lugares, ter outras experiências, vivenciar outras emoções. Não sabemos o que podemos ganhar se não vivermos isso. E você deve estar pensando: “também não sei o que posso perder com isso”. E eu pergunto: Perde-se alguma coisa, se tudo é aprendizado e serve para lhe tornar melhor, mais forte e conhecedor da vida e de si? Então, o que você tem a perder?

Por isso, permita-se! E não seja ingênuo ou arrogante e se feche em seu mundo esperando somente alegrias, porque, queira você ou não, é verdade, elas também acabam. Lembre-se de que a vida é feita de momentos. Você pode deixa-los ao acaso, repetir padrões quem vem fazendo há algum tempo, acomodando-se no seu universo, no seu círculo de relações e, quem sabe, garantir algumas alegrias, ou proporcionar-se muitos mais momentos vivenciando tanta coisa que você possa estar deixando passar para trás por mais um ano. O que você vai querer fazer deles? Atitude! Larga esse medo da vida!

Por isso eu não desejo um feliz ano novo a você, porque ele não será assim se você não o fizer assim. Nem esse, e nem os muitos outros que virão pela frente na sua vida.

Eu desejo sim, um Feliz Você em 2012! Desejo que você faça algo proveitoso e maravilhoso dele, e por consequência, da sua vida. Que você seja feliz! Que você se oportunize muitas vivencias e que receba e dê muitas alegrias!

Que possamos também ser menos egoístas, menos arrogantes, menos violentos, menos discriminadores e menos preconceituosos. Digo menos porque para muitos de nós ainda é muito difícil não ser nada disso em sua totalidade. Mas se dermos, a cada dia, um passo nessa direção, já teremos evoluído e melhorado bastante a nós e ao mundo a nossa volta.

 Que 2012 lhe ofereça muitas oportunidades para viver suas muitas alegrias e felicidades que virão e esperam somente por você.  

 

Cristiano Floriano Garcia. – 31/12/2011

é como se fosse assim

um olhar na escuridão

na ânsia por um sinal

alguém que encontre

minha verdadeira identidade

 

é como se eu estivesse fora

da conjuntura das coisas

da casualidade do próprio acaso

 

vagueio por tantos lugares

tão estranhos a mim

quanto a qualquer um à procura do Eu

 

e o que encontro são pedaços…

partes de seres que não se encontraram

e peregrinam, feito eu

sem a plena entrega

 

queria poder gritar!

 

porque nos querem sufocar?

o que sou de tão estranho

e inaceitável?!

 

um coração pulsa

e não cessará

até o dia do fim de tudo isso

 

até quando possa ser por inteiro

até quando possa estar sem ser notado

feito uma estátua em partes espalhadas

fora de lugar.

 

(cris floriano garcia – em 25/03/2005)

Toquem-me

Qualquer um pode dar-me prazer
Dos finitos aos infindos.
Mas não é meu corpo que quero que toquem.
Isso já não me satisfaz.
Toquem-me a alma!
Num gesto puro e simples
Como um beijo dos que se entregam,
Profundamente humanos e necessitados de realidade,
Na verdade de sentidos despidos de ilusão,
De um coração que é não é vazio
E se aquece ao toque de um olhar.

(Cris Floriano Garcia – 14/11/11)

Para onde nós vamos daqui?
Este não é o lugar que queriamos estar
Nós tínhamos tudo
Você acreditava em mim
Eu acreditava em você

As certezas desapareceram
O que temos que fazer pra que nossos sonhos sobrevivam?
Como mantemos toda nossa paixão viva
Como agente fazia?

Bem fundo no meu coração
Estou escondendo
As coisas que eu queria dizer
Com medo de confessar o que estou sentindo
Com medo de que você vá embora
Você precisa me amar
Você precisa me amar

Por que você está ao meu lado?
Como eu posso ser útil para você agora?
Me dê uma chance
E eu te mostrarei como
Nada mudou

Bem fundo no meu coração
Estou escondendo
As coisas que eu queria dizer
Com medo de confessar o que estou sentindo
Com medo de que você vá embora
Você precisa me amar
Você precisa me amar

Você precisa me amar

(T.R)

Para quem quiser ouvir e ver: http://www.youtube.com/watch?v=Gjl3-03QzX4

Foi-se…

Se é Passado

Então dele não sou parte.

Fui.

Sou Presente:

O que se vive é o que se sente

E o futuro dele depende

Porque ainda será

 

(escrita em 20/06/2011)

Dizem-me
Que me torno irracional
Por amar …

Mas do que me serve a razão
Se for para viver
Ignorante de amor?

Deixe-me à parte de julgamentos
Liberto das filosofias humanas!

O que sinto (aqui dentro)
É muito mais sábio

(Cris Floriano – em 19/07/2003)

Percebes?

O que procuras

Que não ti vês?

O que fazes

Que não vives em verdade?

Que caminhos segues

Se perdido te encontras,

E o que tens é o que não queres?

O que alardeias

Se efêmero são os momentos

E ninguém lhe escuta?

O que ganhas

Se o que te dão são conveniências

Que não lhes importam?

Aonde queres chegar

Na desistência de ser-te quem és?

Não consegues aceitar-te?

E quem és, saberás tu

Entregue ao julgo alheio?

Que progresso tens

Se te igualas àqueles abaixo de ti

Para colher fugazes migalhas da vida?

Qual é o brilho do teu olhar?

É teu sorriso real?

É você sua essência?

Onde estás que não te percebes?

(Cris Floriano em – 17/06/2011)

Atemporais

O que mata é o tempo…

Que passa, sem ação

Sem palavra.

O que desanima

É essa chuva que cai sobre nós

E insiste em não parar

Mas se assim tiver que ser

Que ao menos lave

E leve esse tormento

Que teima em não cessar

Quero apenas a lembrança

Do calor, dos dias de Sol

Que deixavam a mim e a ti

Tranqüilos como antes das nuvens

Quando éramos atemporais

Ao toque das mãos.

(Cris Floriano – 08/11/2008 – 09:00)

[era um momento de chuvas como esses que passamos atualmente quando ela foi escrita, no entanto a tempestade e o estrago foram bem maiores. pois bem, passou.]

“Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade

Clipes e lápis de cor na minha cama
Todos pensam que estou triste
Vou passear nas melodias e abelhas e pássaros
Ouvirão minhas palavras?
Estaremos nós dois e você e eles juntos?

Pois eu posso esquecer de mim mesmo,
tentando ser todos os outros
Eu sinto que podemos ir embora
Me delicie hoje
Eu te deixo ficar se você se render”

(M.C)

 

[aproveito para indicar o curta brasileiro “não quero voltar sozinho” de onde essa bela letra de música, que se chama "janta", e que diz muito, veio. um filme lindo, delicado e sensível]

assista-o em   http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI

 

Uns Versos

Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo

Sou seu fardo, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano,
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio…
Sou pelo avesso, sua pele,
O seu casaco,

Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Sou a chuva
Sobre o seu cabelo,
Pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro

(A.C.)

[Aproveitando o ensejo desejo um feliz dia dos namorados aos eternos namorados da vida]

“Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.

Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e não damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.

Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade.”

(Z.G)

[Se não pode-se até encontrá-lo, mas se perde com as inconsequências; de não ter-se sido quem realmente se é, de pensar que os outros têm a responsabiliadade de preencher os nossos vazios. Assim não se vê nem se vive o amor natural que nos têm. Preenchei-vos pessoas!]

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo todavia.

te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desditoso.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

(neruda)

Órion

Órion
Daqui se vê em pé
Dizem até
Que artemis o matou por amor
Mas eu não levo fé

Longe
Eu posso ser ninguém
Pois longe ser ninguém é ok
Novo chão velha constelação

Dá saudade de ouvir falar
Saudade de sentir
Saudade de te encontrar

Vai amanhecer
Aí que horas são?
Aqui faz tanto frio
Aí é verão
Vai amanhecer
Ah…eu tinha um vidão

Lua crescente
Daqui se vê um d
D de down, não leva a mal, por favor
Aqui tá zero grau

Dá preguiça de explicar
Saudade de sentir
Saudade de voltar

(J.I. e P.T – 2005)

O que sentimos, não é o que é sentido,
É o que temos. Claro, o inverno estreita.
Como à sorte o acolhamos.
Haja inverno na terra, não na mente,
E, amor a amor, ou livro a livro, amemos
Nossa lareira breve.

(Ricardo Reis – 08/07/1930)

A saudade é um trêm de metrô
Subterrâneo, obscuro, escuro, claro
É um trêm de metrô

A saudade é prego parafuso
Quanto mais aperta, tanto mais difícil arrancar
A saudade é um filme sem cor
Que o meu coração quer ver colorido

A saudade…
É uma colcha velha
Que cobriu um dia
Numa noite fria
Nosso amor em brasa

A saudade
É Brigitte Bardot
Acenando com a mão
Num filme muito antigo

(Z.B)

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